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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coffee Break GTFoods!

Ontem foi um dia muito especial, e com uma causa muito nobre: ajudar uma amiga! Algumas semanas atrás, a Renata me procurou para ajudá-la em um coffee break, e como não gostamos de uma folia lá fomos nós e recrutamos mais uma soldada: Maély! Nós 3 nos formamos juntas em Gastronomia, mas como sempre na vida, cada uma seguiu teu caminho. Porém, sempre damos um jeito dos nossos caminhos se cruzarem. Trabalho, Faculdade, Pós, cá estamos nós, nos vendo sempre que possível, e o melhor: nada muda! Ou até muda, mas só para melhor, solidificando cada vez mais os laços de amizade.

Quarta-feira passamos o dia juntas preparando tudo... tem coisa mais gostosa que isso? Foi um dia ótimo, e apesar do cansaço, a diversão compensou tudo e muito mais! O tema da GTFoods foi feedback empresarial, e acho que tivemos o melhor feedback possível: o pessoal caiu de boca, e praticamente não sobrou nada! 

Segue algumas fotos:









Bom final de semana a todos!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Yes, We have bananas!

É impossível não gostar de banana: frita, flambada, caramelizada, assada, split, em farofas, com peixe, em bolos, tortas...  A banana é uma das frutas mais conhecidas e um dos alimentos mais populares do mundo. Bananeiras são cultivadas em mais de 130 países.  

Sua origem é o Sudeste Asiático, de regiões da Malásia, Indonésia e Filipinas, onde muitas bananeiras selvagens ainda crescem. 

As bananas passaram a ser comercializadas com intensidade e internacionalmente no final do século 19, chegando até regiões de clima mais frio, onde fazem sucesso. Antes, ficava restrita aos países de clima tropical, pois não havia transporte adequado para frutas até o avanço dos sistemas de refrigeração no transporte marítimo e ferroviário. Com as modernas tecnologias em transporte e conservação, a banana se tornou ainda mais importante. De acordo com estatísticas da FAO (2009), a Índia é o maior produtor com 26.2 milhões de toneladas, que é quase de três vezes a produção do segundo colocado, Filipinas. No entanto, a maior parte da produção desses países é destinada ao consumo interno, enquanto que o Equador se destaca neste cenário, pois é responsável por mais de 30% das exportações globais, com uma produção de 7.6 milhões de toneladas. 

As bananeiras existem no Brasil desde antes do seu descobrimento. Quando Cabral aqui chegou, encontrou os indígenas comendo, in natura, bananas de um cultivar muito digestivo que se supõe tratar-se do ‘Branca’ e outro, rico em amido, que precisava ser cozido antes do consumo, chamado de ‘Pacoba’, que deve ser o cultivar Pacova. A palavra pacoba, em guarani, significa banana. Com o decorrer do tempo, verificou-se que o ‘Branca’ predominava na região litorânea e o ‘Pacova’, na Amazônica.

O nome banana vem da palavra "banan", e também foi dado pelos Árabes. Banana significa "dedos". Faz sentido, já que a forma da fruta realmente alude a essa parte do corpo. Além de saborosa, apresenta alto valor nutritivo, por ser rica em carboidratos.

CURIOSIDADE: Dia da banana - 22 de setembro

Gosto muito de várias receitas com bananas. As minhas preferidas são: Cuca de Banana e Cupcake de Banana Brulée.



CUCA DE BANANA
4 ovos
3 colheres de sopa de manteiga
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de amido de milho
1 colher de sopa de fermento em pó
3/4 xícara de chá de leite
2 xícaras de chá de açúcar
Manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Farofa:
6 bananas nanicas
1 xícara de chá de açúcar
1 1/2 xícara de chá de trigo
1 colher de sopa de canela em pó
3 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente

MODO DE PREPARO
Farofa:
Descasque e pique as bananas em rodelas
Em outra tigela, junte o açúcar, a farinha de trigo, a canela e a manteiga derretida; misture com as mãos até obter uma farofa.

Massa:
Pré-aqueça o forno a 180°
Unte uma forma de fundo removível, de 22 cm de diâmetro com manteiga e farinha de trigo.
Peneire a farinha de trigo junto com o amido de milho.
Na batedeira, junte as gemas, açúcar e a manteiga, bata por 5 minutos em velocidade alta até obter um creme esbranquiçado.
Acrescente a farinha de trigo, alternando com o leite.
Coloque o fermento e bata por mais 1 minuto.
Retire a massa da batedeira e reserve.
Bata as claras em neve e incorpore delicadamente à massa.
Na forma untada, despeje a massa e cubra com as rodelas de bananas, e polvilhe a farofa.
Leve para assar por aproximadamente 40 minutos, ou até a massa começar a desprender das laterais da forma e a superfície ficar dourada.

Sexta-feira chegando! :)



Filet Parmegiana

Hoje fugindo um pouco da programação, vou atender ao pedido de uma amiga! Bá, espero que dê certo!


A história do termo "parmegiana", sinônimo do prato muito popular do Brasil e por vezes chamado "bife ensopado" no interior de alguns Estados, é levemente controversa.
Alguns atribuem a origem do prato e do termo ao nome de um dos queijos italianos mais conhecidos por lá, o parmiggiano-reggiano, produzido na região da Emilia Romana. Outros, cuja explicação é mais óbvia mas não menos misteriosa, defendem que esse tipo de filet era produzido em grande escala na cidade de Parma, na Itália, daí o nome de filet à parmegiana ou filet de parma. Outros alegam que nenhuma das explicações é verdadeira, alegando que esse prato sequer existe na Itália.

Mistérios à parte, o prato é conhecido como o suculento filet "à milanesa", coberto com muito molho de tomate e gratinado com parmesão ralado
Filet à parmegiana, um prato brasileiro, é um tipo de bife frito resultado da influência italiana, composto por um pedaço de carne fatiado, com farinha de trigo e ovos (clara de ovo), coberto com queijo ralado do tipo parmesão, bastante molho de tomate e condimentos como orégano e coentro, a gosto. As vezes o queijo parmesão é substituído por fatias de queijo mozarela.

O nome desse prato se deve, provavelmente, ao queijo utilizado em sua preparação. Apesar desse nome e da introdução acima, o "biffe alla parmaegiana" não existe em Parma. Ele é, na verdade, resultado da influência italiana sobre a culinária paulista - isto é, é um prato brasileiro. Sobre isso o sociólogo Carlos Alberto Dória, da Unicamp, faz uma crítica, em seu livro "A Formação da Culinária Brasileira":
Esta mistificação ou estereotipo próprio da população brasileira ignora o fato de que, em muitas regiões do país, como no estado de São Paulo, a influência de outras populações europeias supera em muito aquela deixada pelos portugueses.

Apesar de ser chamado bife à parmegiana, alguns ainda no interior do Brasil o chamam de bife ensopado com queijo ralado, pois recebe uma certa quantidade de molho de tomate, dando a impressão de ser ensopado.




500g de filé mignon (substitutos: patinho ou coxão mole)
Sal e alho a gosto

Empanamento:
3 xícaras (chá) de farinha de rosca
1 xícara (chá) de farinha de trigo
Ovos a gosto

Cobertura:
300g de queijo mussarela
Molho de tomate a gosto
½ xícara (chá) de queijo parmesão

Modo de preparo:
Cortar o filé mignon em bifes e temperar com sal e alho a gosto.
Para empanar: passar no ovo batido e na mistura de farinhas de trigo e rosca.
Em uma travessa despejar uma concha de molho de tomate. Colocar o bife já frito e bem sequinho, cobrir com a mussarela, molho de tomate, parmesão . Levar ao forno para gratinar.


Amanhã fotos do Coffee Break!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Quanto tempo será que demora um mês pra passar?"

Agora realmente estou a um passo de concluir a pós-graduação, e essas últimas semanas serão turbulentas. Como alguns sabem, sábado entrego minha monografia! E como não só de monografia vive um ser humano, amanhã é dia dos namorados, então tenho corações trufados e de colher para fazer (já que as encomendas estão crescendo a cada dia que passa), quinta-feira farei um coffee break no Cesumar, e para o final de semana 10 kg de bolo! Delícia não? Sim, muito trabalho, tudo caminhando da melhor forma possível! Aproveitei esse feriado para descansar, curtir um pouco meu avô, mas já estou de volta a ativa!

Esse final de semana recebemos amigos parra jantar, e com o frio cortante de Maringá, resolvemos fazer uma noite de pizza e vinho. Pizza caseira, sempre! De entrada montei uma tábua de frios, e fiz batatinhas assadas com creme de alecrim. Ficou muito boa, e não podia deixar de dar a dica para vocês. A sobremesa fica para amanhã ok? Creme Brulée! :)


Na tábua de frios usei coisas básicas e que agradam a grande maioria: parmesão, provolone, gorgonzola, salame italiano, azeitonas pretas, lombinho, damasco, nozes e para acompanhar fiz uma entrada de berinjela com pimentão, uvas passas e nozes. Tudo isso com um bom vinho e um pão ciabatta! 


As batatinhas assadas, além de ser uma produção fácil, dá um charme, e o tempo gasto é mínimo. Primeiro passo: lavá-las muito bem! Manter a casca, levar ao forno regadas de azeite, sal e folhas de alecrim, por volta de 40 minutos, ou até que estejam macias. Já para o creme de alecrim, usei cream cheese, alecrim bem picadinho, e azeite. Corrija o sal se necessário, e distribua pequenas porções do creme em cada metade. Se preferir, use o saco de confeitar para dar um acabamento melhor.


Boa semana a todos...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Bolo Frappé

Quem pensa que vida de filha, neta, blogueira, pós-graduando e confeiteira é fácil se engana. Hoje dei uma abandonada no blog, por um bom motivo: estou curtindo o meu avô! Mas como felicidade de pobre, sempre dura muito pouco, a Gol fez o lindíssimo favor de cancelar meu voo de sábado pra pós, e terei que ir amanhã cedo. A chegada do Vô é sempre um evento. E repleto de comidinhas, obviamente. Muito crítico, e com um paladar aguçado, a intenção é sempre agradá-lo. E para o café da manhã preparei dois bolos: bolo frappé e cuca de banana. Ultimamente o bolo frappé tem sido meu preferido. A mistura do bolo branco com um pouquinho de chocolate, nesse friozinho, com um chocolate quente, latte macchiato é de comer rezando, embaixo das cobertas!

Essa receita é da Simone Ferrarezi, da Crazy foir Cakes, em São Paulo...

Ingredientes :
4 ovos (gemas e claras separadas)
1 xícara (chá) de leite
1 e ½ xícara (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
100 g de manteiga
¼ de colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
½ colher (chá) de essência de baunilha
1 colher (sopa) de fermento
açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de preparo: na batedeira, misture a manteiga, o açúcar e as gemas e bata até formar um creme esbranquiçado.Acrescente o sal, o leite e a farinha e bata mais um pouco em velocidade baixa.Divida a massa em duas partes e, em uma delas, adicione o chocolate em pó. Acrescente metade do fermento e metade das claras batidas em neve à massa branca e a outra metade de ambos na massa de chocolate. Misture.Despeje a massa branca em uma fôrma untada e, em seguida, a de chocolate. Leve para assar em forno preaquecido por aproximadamente 30 minutos





Bom final de semana prolongado a todos!


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Diretamente de NYC...

Como prometido o nosso post internacional. Como já citei, o blog (e a minha pessoa) tem uma parceria de vida com a nossa correspondente. Como alguns sabem, a Carol é minha irmã; não de sangue, mas de alma. Nos escolhemos nessa, e tenho certeza que em todas as outras vidas para estarmos juntas. Eu, ela e a Mari somos o trio parada dura, duraaaaaaa mesmo, porque sai ano, entra ano, segundo grau, faculdade, e cá estamos nós, juntas. E tenho a certeza que sempre vai ser assim, mesmo que a vida nos leve para caminhos diferentes, como agora, sempre estaremos ligadas... "o que Deus abençoa ninguém amaldiçoa!"

Desde março morando em New York, ela vem a agregar muito no quesito cultura do blog. O primeiro post não poderia deixar de ser sobre o símbolo de NY, que serviu de cenário para o mais famoso quarteto feminino da história da televisão americana, Sex and the City. 



A história da Magnolia Bakery começou no ano de 1996, quando a confeitaria foi inaugurada. Com apenas 3 funcionários, e uma estrutura física um pouco debilitada, as sócias faziam as receitas durante a noite, depois que a loja fechava. Diz a lenda, que os cupcakes surgiram de um reaproveitamento da massa dos bolos que sobravam: para não jogar fora a sobra das massas, elas dividiam em pequenos bolinhos. Inicialmente, o único cupcake produzido era o de baunilha com glacê (leia-se buttercream) rosa. Atualmente a gama de sabores, coberturas e cores são muito mais variadas.




"A Magnolia Bakery é famosa pelos cupcakes and cheesecakes degustados pela imortal Carrie, do seriado Sex and the City. Lá, todos os detalhes são minimamente pensados: desde a decoração dos cupcakes até os adesivos das garrafinhas de água com a logo. Entretanto, se tratando de delícias, há controvérsias. Muitas pessoas que provaram acharam um pedaço do céu, outras nem tanto. Pessoalmente acho que depende do sabor... dos que comi, achei o red velvet meio seco, mas adorei o de chocolate com baunilha e chocolate com chocolate. Há quem diga que o de banana é ótimo. Vale sempre a pena experimentar. O Cheesecake Red Velvet é muito bom (um pouco enjoativo talvez - comi em 2 prestações, de 1 vez não aguentei). E segundo a Dani, o de limão também vale a pena. Além dos doces, tem livros de receitas, café em pó "to go", camisetas e avental de cozinha, tudo da Mag!
Essa Magnolia Bakery das fotos se encontra na esquina da 6th ave com a 49th street, pertinho do Rockefeller Center. Mas tem tambem na Bloomingdales na 59th st com a Lexington ave e na Grand Central Station (no último piso) na East 42nd St depois da famosa 5th ave. A Bloomingdales é ótima pra conhecer e fazer comprinhas (tem coisas muito caras também) e a Grand Central Station é linda e já foi cenário de vários filmes como Unbreakable, Taxi, Madagascar, Men in Black, Men in Black II e muitos outros. Sobre a Magnolia, uma certeza: riqueza sem fim..."






Carol muito obrigada pelas fotos, pela disposição e trabalho... obrigada por tudo! E sem esquecer da companheira da Carol nessas empreitadas para o blog, Daniela Torres. Dani,muito obrigada... 

Bom feriado a todos! 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ladurée Paris





De fato,queria por que queria que a minha primeira parada gastronômica em Paris fosse na Ladurée! Confeiteira que se preze sempre quer Ladurée, Fauchon, entre tantos outros clássicos da pâtisserie francesa. Foi na noite chuvosa do dia 23 de dezembro em Paris, com a Champs-Élysées lotada minha primeira degustação do melhor macaron do mundo.É fácil entender porque são os melhores: de fato, foram os melhores macarons até hoje, mas a loja em si é um sonho, sem pecar em absolutamente nada, até a embalagem é linda, daquelas que você guarda por toda a vida! 



Em 1862, Louis-Ernest Ladurée abriu uma padaria na Rue Royale, diante da igreja La Madeleine (uma das igrejas mais bonitas de Paris na minha opinião). Em 1871, um pouco antes da Revolução Francesa, seu negócio foi queimado e no lugar, monsieur Ladurée resolveu montar uma pâtisserie com teto pintado por Jules Chéret, com querubins vestidos de doceiros, que se tornou uma das marcas da estética Ladurée. Depois de alguns anos, a esposa de Louis-Ernest, Jeanne Souchard, teve a ideia de unir os conceitos de café com o de pâtisserie, criando assim uma casa de chá, onde as mulheres também poderiam circular livremente - o que era proibido nos cafés. A partir daí a casa ganhou fama, passando a ser uma referência em Paris.




Mas a Ladurée se tornaria ainda mais famosa na década de 1930, ao modificar a receita original do macaron, criada no século 16. O que o chef pâtissier da família fez foi inserir um cremoso e delicioso ganache no interior do docinho. Voilà! Estava criado o mais famoso macaron do mundo! Hoje, o macaron da Ladurée com seu exterior crocante e recheio que derrete na boca se apresenta em mais de 30 sabores, alguns dos quais preparados de acordo com a fruta da estação. Ladurée é parada obrigatória em qualquer canto do mundo: Paris, Londres, Ny... E logo mais no Brasil, no Shopping Iguatemi JK e Shopping Cidade Jardim.



  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Clara, Ana e quem mais chegar...

Não poderia deixar de começar com a frase da minha infância: "Depois do leite materno, o ovo é o alimento que mais nutre!" É, desde criança meu pai nos ensinou sobre importância do ovo, tudo por causa do seu trabalho. Em casa sempre teve decorações a base de ovos, máquina para cozinhar ovos, xícara de comer ovos moles, boné de ovo, adesivo no carro, o nosso bichinhho virtual ( tamagotchi) era um OVO... E pra traumatizar bastante nossa infância, meu irmão com 10 anos vendia ovos na vizinhança... Tadinho! Neto sou condolente com teu trauma de vendedor ambulante! Kkkkkkkkk...

Nem preciso dizer que o consumo de ovos Mizohata em casa é altíssimo. A cada 15 dias meu pai chega com uma caixa de 30 dúzias, que distribuímos entre os funcionários do condomínio e de casa. E o que fazer com o resto dos ovos? Bom, nem preciso dizer que vira de tudo e mais um pouco! E esse final de semana virou Papo-de-anjo e Pudim de Claras, para aproveitar 100% do ovo, evitando desperdício. E posso dizer? Eu adoro doces a base de gemas. 

O Papo-de-Anjo é um doce típico português a base de gemas.  No século XXVIII Portugal era o principal produtor de ovos da Europa, e a maior parte da produção de ovos era voltada para a purificação do vinho branco, e também para engomar os ternos. Com a utilização da clara para esses processos, a quantidade de matéria prima restante – aliado à fartura do açúcar que vinha das colônias portuguesas – foi a inspiração inicial para o surgimento de experimentos doceiros à base da gema de ovos, realizados pelas cozinheiras dos conventos. Por esse motivo muitos nomes de doces portugueses são insipirados no catolicismo, como a barriga de freira, o toucinho do céu, o papo-de-anjo, a fatia-de-bispo e o pão-de-ló, que homenageia Ló, sobrinho de Abraão, salvo por anjos de Gomorra, às vésperas da destruição da cidade pela ira de Deus.

O destino dos doces, mais do que a alimentação dos religiosos, era a venda nos vilarejos das redondezas. A renda de sua comercialização servia para fortalecer o orçamento dos conventos. Aos poucos, o ofício da confecção dos doces passou das freiras para as mulheres que, por diversas razões, eram criadas dentro dos conventos. Rapidamente, os doces de ovos passaram a ser fonte importante de renda em muitas vilas do interior de Portugal. E com o sucesso, se espalharam por todo o mundo.






PAPO-DE-ANJO
12 gemas
5 xícaras de açúcar
3 xícaras de água
Baunilha

Modo de preparo: Bata as gemas na batedeira por volta de 30 minutos, ou até esbranquiçarem.
Enquanto isso, faça a calda. Coloque o açúcar, a água e uma pitadinha de baunilha em uma panela, e leve-a ao fogo por volta de 20 minutos, até começar a ficar uma calda fina.
Unte as forminhas do papo-de-anjo com manteiga e distribua as gemas batidas.
Leve-as em forno préaquecido, por mais ou menos 15 minutos, ou até estarem assados.
Coloque a calda numa compoteira. Mergulhe os papos-de-anjo na calda. Deixe na geladeira até o momento de servir.





PUDIM DE CLARAS
12 claras
24 colheres (sopa) de açúcar
Açúcar para caramelizar uma fôrma de buraco 

Modo de preparo: preaqueça o forno a 120ºC (temperatura baixa).
Separe as claras das gemas. Na batedeira bata as claras até o ponto de neve. Acrescente o açúcar aos poucos. Ao final, bata por mais 5 minutos.
Transfira as claras para a fôrma caramelada.
Leve uma assadeira ao forno, regue com um pouco de água fervente, coloque a fôrma no centro e deixe assar por cerca de 30 minutos, para que asse em banho-maria. O pudim deve ficar dourado por cima.
Retire do forno e deixe esfriar um pouco para desenformar (se ainda estiver quente, pode quebrar, e se ficar muito gelado, pode não soltar).



Uma ótima semana a todos!



sábado, 2 de junho de 2012

Bacalhau à Zé do Pipo

Hoje, como de costume, faça sol ou muita chuva, cá estou eu, dando uma voltinha por São Paulo. Reta final de Pós, trabalhos, monografia, evento, caos em aeroporto, stress, mas tudo que no final está sendo compensando pelas pessoas maravilhosas que tive a oportunidade de conviver. O aperto já começa a bater, até porque, é difícil encontrar amigos, e  ainda mais um ano e meio depois ter que deixá-los! Com certeza, vocês fizeram a diferença, e quero poder abrir minha casa para receber vocês, e tentar retribuir toda a ajuda que tive na minha adaptação a cidade! Se tornaram minha família, me ajudaram na cidade mais louca do Brasil, longe de casa, vivendo uma loucura diária. Em especial Glau, Paôla e Rafael! Cada um de vocês sabem o quão importantes são, e o carinho que lhes devoto!

Não perdendo o foco e puxando o gancho, ontem fiz um prato para um trabalho da Pós, e será o tema de hoje e amanhã. Hoje vou postar para vocês a receita do Bacalhau à Zé do Pipo. Espero que gostem, e se inspirem nela para produções portuguesas.

CURIOSIDADE: O bacalhau Zé do Pipo alguns dizem que foi criado por um dono de uma casa de pasto da região do Porto a quem todos chamavam de Zé do pipo. Também tem a versão que, o dono de um restaurante tradicional da cidade do Porto foi o  autor da receita. O que se sabe, é que ele surgiu na década de 1960 e alcançou a primeira posição em um concurso gastronômico.
Os três ingredientes essenciais nesta receita: bacalhau, maionese caseira e purê de batata. A maionese utilizada é na sua maioria, a industrializada, mas vale lembrar, que faz toda a diferença a caseira da industrializada. Porém, como de costume, na minha casa só produzimos maionese caseira e qualquer produção com OVOS MIZOHATA. A Granja Mizohata é campeã nacional de qualidade, e não é pra menos, ovos de primeira. Então sempre tomem cuidado com a qualidade e a origem dos ovos ok? Isso é de extrema importância para o resultado de qualquer produção.



BACALHAU ZÉ DO PIPO

NGREDIENTES:
1/2 kg de bacalhau Morhua em lascas
5 batatas
Leite
Manteiga
100g azeitonas pretas
100 ml de Azeite (para bacalhau)
1 cebola em rodelas
Alho
2 ovos
Azeite Q.B. (maionese)
Parmesão ralado
Sal
Pimenta-do-reino


MODO DE FAZER:
Faça a mise-en-place de todos os ingredientes utilizados.
Coloque o bacalhau de molho de véspera. Se comprar o bacalhau desfiado, não é necessário este procedimento, basta dar uma leve fervura para tirar o excesso do sal.
Prepare o Purê de Batatas e reservar, forrando um pirex com um pouco do purê, para que quando o bacalhau estiver no ponto, adicionar ali e cobrir com o restante do purê.
Faça a maionese caseira utilizando os ovos. Vá acrescentando o azeite em fios, e bata energicamente até que dê ponto.
Refogue em bastante azeite as cebolas cortadas em rodelas.
Em seguida acrescente o alho.
Assim que escaldar o bacalhau e deixá-lo em tiras (desfiados grandes), jogue nesse azeite com cebolas e alho.
Coloque esse refogado de bacalhau por cima do purê de batatas, adicione a camada de maionese e cubra com o restante do purê de batatas, salpique um pouco de parmesão ralado por cima e leve ao forno para gratinar.





Amanhã teremos o post 2 em 1. É uma idéia super bacana, pensando no reaproveitamento dos alimentos e que visa evitar o desperdício. Como produzir 2 receitas com apenas 1 matéria-prima base. 

Bom final de semana a todos. 


sexta-feira, 1 de junho de 2012

And the Oscar goes to...

Red Velvet Cupcake!

Que coisa linda e phyna essa receita! O nome já diz tudo: "veludo vermelho". O Red Velvet é um bolo super tradicional "na terra do do tio Sam". Há quem diga que a tua história começa na Primeira Guerra Mundial, quando alguma pessoa exótica resolveu colocar beterrabas na massa do bolo, que originou essa coloração característica. O bolo desde então é muito famoso entre todos os americanos. Porém, foi nas mãos do chef do hotel Waldorf-Astoria que a beterraba deu lugar ao corante, e o buttercream e o cream cheese entraram na brincadeira. O Canadá também entra na briga pela origem da receita. Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher!!! Mas como eu sou intrometida, resolvi meter a minha colher, e mostrar a minha versão do Red Velvet para vocês...



No momento do preparo da massa, tudo parece estranho. O buttermilk (improvisado, já que NÃO existe buttermilk no Brasil), o corante, O VINAGRE (???), sim, vinagre! O vinagre e o bicarbonato de sódio juntos dão a massa uma leveza e umidade diferente. Como para o paladar brasileiro o buttercream não é bem aceito, resolvi adaptar. Ao invés do buttercream ou cream cheese usei nata batida. E para deixar essa receita ainda mais saborosa, um recheio "light" de frutas vermelhas com chocolate branco. Triste não?!




MASSA RED VELVET:
160g de manteiga sem sal amolecida
240g de açúcar
2 ovos
30g de chocolate em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 colher (sopa) de corante vermelho
240 ml de buttermilk *
280g de farinha de trigo
Pitada de sal
Uma colher (café) de bicarbonato de sódio
10 ml de vinagre de vinho branco

Modo de preparo: preaqueça o forno a 180ºC.
Coloque a manteiro e o açúcar na batedeira e bata até se transformar em um creme claro e fofo. Passe para a velocidade alta e junte o ovo.
Em um tigela pequena, misture o chocolate em pó, o corante e a baunilha e faça uma pasta. Junte essa pasta a místura de manteiga e bata até obter um creme homogêneo.
Diminua a velocidade da batedeira e acrescente aos poucos o buttermilk e a farinha peneirada, alternados.
Ainda com a velocidade da batedeira no mínimo, adicione o bicarbonato de sódio e o vinagre e deixe bater por alguns minutos.
Divida a massa nas forminhas de cupcake e leve ao forno por 20 minutos ou até que esteja assada.

DICA:
* O buttermilk trata-se do soro do leite coalhado que resta no processo de fabricação da manteiga. Pode ser produzido em casa, também com bons resultados. Ele é líquido e ligeiramente ácido. Costuma ser usado no preparo de bolos, para que em combinação com o bicarbonato de sódio, fermente a massa.

Receitas de Buttermilk:
2 colheres (sopa) de suco de limão
240 ml de leite desnatado

Misture o suco de limão no leite desnatado, e deixe descansar em temperatura ambiente por cerca de 10 minutos até que talhe.

**Substituição: o volume de buttermilk pedido na receita também pode ser substituído por 2/3 de iogurte desnatado e 1/3 de leite.



Gostaria de agradecer a Fátima Margato que abriu tua casa e cedeu a cozinha para a nossa bagunça, e a minha futura companheira de profissão, Amanda!

Aproveitando essa receita americana, queria contar que o blog possui uma correspondente internacional! Muito legal não? A Ana Carolina mora em NY e já é uma grande colaboradora, e irmã além de tudo. Essa semana ainda terá um post especial. Muitas dicas internacionais virão por ai. E sem esquecer que a Carol foi uma das pessoas que me incentivaram a estar aqui hoje, com vocês. Muito obrigada por tudo mana!

Amanhã Bacalhau Zé do Pipo!

Boa sexta a todos!